A respeito da improvisação:
Faço quase todos os dias o mesmo trajeto de bicicleta para o trabalho.
Conheço os buracos, as curvas, os lugares mais perigosos e os mais agradáveis.
Mesmo conhecendo o trajeto eu atropelei uma capivara e me arrebentei todo. Quebrei 3 ossos da mão e braço.
Voltei a percorrer o mesmo trajeto, agora mais atento a possíveis capivaras.
A improvisação é por aí.
Você aprende trajetos que são as progressões, portanto, você pode isolar estas progressões e praticá-las em todas as tonalidades.
Você aprende a isolar acordes mais problemáticos e também começa a praticá-los em todas a tonalidades e regiões, seria como aprender a lhe dar com os buracos no caminho.
Você aprende a trabalhar com tempos mais mais difíceis, rápidos ou muito lentos, que são como os lugares perigosos.
Enfim, você se empenha em conhecer os trajetos, mas quando falamos de improviso, temos que estar atentos as capivaras, ou seja, coisas que não vão acontecer da mesma maneira e no mesmo lugar. O trajeto é o mesmo, porém coisas e pessoas diferentes passam por ele.
O improviso musical é estar atento a tudo e responder ao momento, você não pode prever o futuro, como cada musico da banda vai se comportar, se o andamento vai mudar um pouco, se alguém em algum momento vai puxar a música em outro estilo ou proposta.
Estudar improvisação é conhecer o trajeto, aprender a se desviar dos buracos, estar atento aos lugares perigosos e a reagir a momentos inusitados.
Não é a arte de prever o futuro mas ajudar a criá-lo de alguma maneira.

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