Quarta feira postei o video de uma garotada nova tocando pacas aqui na fanpage da escola.
É muito comum ver a reação das pessoas com frases como: “muito talento”, “nasceu com o dom”, “nasceu pronto” e etc.
Não condeno ninguém por este tipo de reação, até porque herdamos esta percepção, pois todos que vieram antes de nós teciam o mesmo tipo de comentário quando viam pessoas fazendo algo com altíssimo nível.
Quando vejo uma rapaziada nova tocando muito e com maturidade me lembro de 2 colegas que tive na Berklee. Se você não conhece, então anota o nome deles ai que vale a pena. São eles Julian Lage e Bryan Baker.
Ambos chegaram na Berklee com 18, 19 anos já tocando muito. Dê uma pesquisada na vida dos 2 que você vai conhecer a verdade que esta por trás.
Ambos começaram a tocar muito novos com 6 e 4 anos respectivamente. Ambos tiveram o auxílio de grandes professores desde muito novos e pais que apoiaram. Não foram garotos que simplesmente tocavam apenas o que queriam dentro do quarto, muito pelo contrário, desde o início tiveram orientação de grandes músicos, houve investimento na vida deles, e claro, houve também correspondência por parte deles em se dedicar e querer cada vez mais.
Nos EUA é muito fácil você ter acesso a grandes músicos em qualquer lugar do país, não é difícil ver gente boa tocando em qualquer lugar que você passar. Se você nasce numa cidade de pequeno porte e quer ter um treinamento sério no seu instrumento, é bem provável que você vá encontrar um bom professor na sua cidade que vai conseguir te orientar por muitos anos até que você precise sair da sua cidade e ir para uma outra maior se quiser se profissionalizar..
Não estou dizendo que não exista dom, mas ele é mau interpretado. Howard Gardner já falava em inteligência musical em seu livro “inteligências múltiplas (1998)”, mas por muito tempo o mito da pessoa que nasce com o selo especial foi caindo quando percebemos que os melhores não são necessariamente os que se mostram acima da média desde pequenos (os chamados “naturals”), mas sim aqueles que se entregam de forma apaixonada e compulsiva ao seu objetivo. Leitura recomendava sobre o assunto:
Dra Carol Dweck – livro: mindset
Robert Greene – Maestria
Malcom Gladwell – outlier

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gaoto

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